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Cobertura vacinal contra febre amarela ultrapassa 53% em Caraguatatuba e lidera no Litoral Norte

A vacinação contra a febre amarela em Caraguatatuba atingiu mais de 53% da população-alvo, de acordo com a Secretaria de Saúde. A taxa é a maior do Litoral Norte, conforme dados do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE 28), órgão vinculado ao governo estadual responsável pelo monitoramento regional de doenças.

A campanha é reforçada desde 2025 e foi intensificada a partir de fevereiro deste ano, com a realização do Dia D’ de mobilização. A estratégia adotada pela Secretaria de Saúde ampliou os pontos de imunização para além das unidades básicas, com equipes atuando de forma itinerante em eventos esportivos, eventos da Ação Cidadania e os que marcam datas comemorativas.

A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, causada por um vírus do gênero Flaviviruse transmitida por mosquitos, especialmente em áreas de mata. Em sua forma grave, pode evoluir rapidamente, com comprometimento hepático, insuficiência renal, hemorragias e risco de morte. Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação é a medida mais eficaz de prevenção, com proteção elevada contra formas graves da doença.

É indicada para pessoas a partir dos nove meses de idade, inclusive para maiores de 59 anos, cuja orientação do Ministério da Saúde é que passem por avaliação médica antes da vacinação. Por isso, pode ser necessária a apresentação de atestado médico autorizando a aplicação da dose.

A Secretaria de Saúde reforça que o imunizante é seguro, gratuito e segue disponível nas unidades básicas. Para a imunização, é necessário apresentar documento com foto e, se possível, a carteira de vacinação. A recomendação segue as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que orienta a aplicação da dose para a população elegível, considerando o histórico vacinal.

Inserida em área de Mata Atlântica e em corredor ecológico, Caraguatatuba apresenta características ambientais que favorecem a circulação do vírus em ambiente silvestre. Esse fator eleva a importância da cobertura vacinal, especialmente em regiões com proximidade de áreas de vegetação nativa.

A Vigilância Epidemiológica do município também reforça a situação de pessoas imunizadas com a dose fracionada da vacina entre 2018 e 2019. De acordo com os protocolos atualizados, esses indivíduos devem procurar uma unidade de saúde para avaliação, já que a dose fracionada não garante proteção vitalícia.

Sobre Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia

Outro detalhe diz respeito à emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), exigido por alguns países. O documento não é mais emitido pelas secretarias municipais de saúde. Atualmente, o procedimento deve ser realizado por meio da plataforma oficial do GOV.BR, onde o cidadão pode solicitar o certificado de forma digital, após comprovação da vacinação. Confira em https://www.caraguatatuba.sp.gov.br/pmc/wp-content/uploads/2026/04/Certificado-Intrnacional-Vacina.pdf.

Foto: Bianca Castilho/PMC

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