Pseudorca é encontrada morta durante monitoramento marinho em Ilhabela
Uma pseudorca (Pseudorca crassidens) foi encontrada sem vida pela equipe do Instituto Argonauta durante uma atividade de monitoramento embarcado realizada na região de Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo. O animal, uma fêmea com aproximadamente quatro metros de comprimento, foi localizado na área marítima próxima à Ponta do Sepituba.
Carcaça foi encaminhada para análise em São Sebastião
Após o resgate, a carcaça foi transportada para a Unidade de Estabilização do Instituto Argonauta, localizada na Praia Grande, em São Sebastião. No local, especialistas iniciaram os procedimentos de necropsia e a coleta de amostras biológicas para investigar as possíveis causas da morte.
De acordo com o Instituto Argonauta, o animal estava em avançado estado de decomposição e apresentava um petrecho de pesca enroscado no corpo. No entanto, ainda não é possível afirmar se o equipamento teve relação direta com o óbito.

Monitoramento contribui para a conservação da fauna marinha
Há 28 anos, o Instituto Argonauta atua no monitoramento, resgate, reabilitação e pesquisa de animais marinhos no litoral paulista. O trabalho teve origem nas ações de conservação desenvolvidas pelo Aquário de Ubatuba e, desde então, vem contribuindo para a produção de conhecimento científico e para a preservação da biodiversidade marinha brasileira.
A instituição é responsável pela execução do Programa de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos no Litoral Norte de São Paulo, realizando atendimentos a animais marinhos encontrados vivos, debilitados ou mortos na região.

O que é uma pseudorca?
Apesar do nome, a pseudorca não é uma orca verdadeira. A espécie é considerada um dos maiores golfinhos do mundo, podendo atingir cerca de seis metros de comprimento e ultrapassar uma tonelada de peso.
As pseudorcas vivem em grupos sociais e se alimentam principalmente de peixes e lulas, ocupando posição de destaque no topo da cadeia alimentar marinha.
De distribuição cosmopolita, a espécie ocorre em águas tropicais e subtropicais ao redor do mundo, com preferência por áreas oceânicas profundas. Em algumas situações, porém, pode se aproximar da costa.
Registro é considerado raro no litoral brasileiro
Segundo especialistas, os registros de pseudorcas no litoral brasileiro são considerados pouco frequentes. Por isso, cada ocorrência representa uma importante oportunidade para ampliar o conhecimento científico sobre a biologia, distribuição geográfica e os desafios de conservação da espécie.
As análises realizadas pelo Instituto Argonauta poderão fornecer informações relevantes sobre as condições de saúde do animal e possíveis fatores que contribuíram para sua morte.

