13 ex-ministros do STF pedem investigação rigorosa sobre denúncias
Carta enviada ao presidente Edson Fachin classifica momento vivido pela Suprema Corte como a mais aguda crise da história do tribunal
Treze ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) enviaram uma carta conjunta ao presidente da Corte, Edson Fachin, pedindo uma investigação imediata e rigorosa sobre denúncias envolvendo integrantes do tribunal.
No documento, os ex-magistrados defendem a convocação de uma sessão pública do Plenário para discutir os fatos e determinar a apuração das denúncias dentro do devido processo legal.
Os signatários classificam o atual momento como a “mais aguda crise” da história da Suprema Corte.
Ex-ministros alertam para crise de confiança
Sem citar nomes ou episódios específicos, os ex-ministros afirmam que os fatos divulgados comprometem o prestígio e a autoridade do Supremo Tribunal Federal.
Segundo a carta, a gravidade das denúncias afeta diretamente a confiança da população no Judiciário e pode representar riscos à estabilidade das instituições democráticas do país.
“[Temos] a absoluta convicção de que Vossa Excelência designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal”, afirmam os ex-ministros.
Quem assina a carta
O documento é assinado por:
- Ayres Britto;
- Carlos Velloso;
- Celso de Mello;
- Cezar Peluso;
- Ellen Gracie;
- Eros Grau;
- Francisco Rezek;
- Ilmar Galvão;
- Joaquim Barbosa;
- Nelson Jobim;
- Néri da Silveira;
- Rosa Weber;
- Sydney Sanches.
Celso de Mello defende transparência
Em uma nota separada dirigida a jornalistas, o ex-ministro Celso de Mello, presidente do STF entre 1997 e 1999, destacou que todos os integrantes da Corte devem agir para impedir que eventuais irregularidades ou condutas eticamente censuráveis comprometam a imagem da instituição.
Para Celso de Mello, nenhuma autoridade pública pode utilizar a dignidade do cargo para evitar prestar esclarecimentos à sociedade.
“Quem compromete a própria integridade fere também a confiança depositada na instituição. O STF é maior do que todos e que cada um de seus ministros”, afirmou.
A carta aumenta a pressão por esclarecimentos públicos sobre as denúncias que vêm envolvendo integrantes da Suprema Corte e coloca o tema no centro do debate sobre transparência, responsabilidade e preservação da confiança nas instituições brasileiras.

