fbpx
PolíciaÚltimas Notícias

Tenente-coronel é preso por morte de soldado da PM após investigação descartar suicídio

Trabalho conjunto das forças de segurança esclarece caso em 30 dias e aponta inconsistências na versão apresentada pelo investigado

O trabalho integrado das polícias levou à prisão preventiva de um tenente-coronel investigado pela morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana. O mandado foi cumprido nesta quarta-feira (18), em São José dos Campos, após avanço das investigações que descartaram a hipótese inicial de suicídio.

A decisão é resultado de uma força-tarefa envolvendo as Polícias Militar, Civil e Técnico-Científica, que, em cerca de 30 dias, reuniram provas técnicas e periciais consideradas decisivas para o caso.

Investigação aponta contradições e levanta suspeitas

Durante coletiva na Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o secretário Osvaldo Nico Gonçalves afirmou que foram identificadas inconsistências relevantes na versão apresentada pelo oficial.

Segundo ele, a conduta do investigado após o disparo e até o registro da ocorrência comprometeu a tese de que a vítima teria tirado a própria vida.

As apurações incluíram análise de depoimentos, celulares, imagens e laudos periciais, além da atuação conjunta do 8º Distrito Policial, da Corregedoria da PM, do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal.

Gisele Alves Santana, soldado da Polícia Militar vítima de feminício – Fotos: Gisele Alves/Instagram

Provas periciais foram determinantes

Os exames técnico-científicos indicaram a inviabilidade da hipótese de suicídio e apontaram indícios de alteração na cena do crime. Para as autoridades, o conjunto de provas foi essencial para embasar o pedido de prisão.

O superintendente Claudinei Salomão destacou que a coleta de vestígios forneceu elementos contundentes à investigação conduzida pela Polícia Civil.

Prisão foi decretada pela Justiça Militar

O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Justiça Militar e cumprido pela Corregedoria da Polícia Militar, com apoio da Polícia Civil. O oficial foi detido em sua residência e encaminhado à capital paulista.

Ele permanecerá à disposição da Justiça no Presídio Militar Romão Gomes.

Autoridades destacam rigor e imparcialidade

O comandante-geral da PM, José Augusto Coutinho, ressaltou que o caso demonstra a imparcialidade das instituições.

Já o delegado-geral Artur Dian afirmou que o prazo para a prisão foi o menor possível diante da complexidade da investigação.

As autoridades informaram que o inquérito segue em andamento para aprofundamento das diligências e conclusão dos procedimentos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

WP Radio
WP Radio
OFFLINE LIVE