Tenente-coronel é preso por morte de soldado da PM após investigação descartar suicídio
Trabalho conjunto das forças de segurança esclarece caso em 30 dias e aponta inconsistências na versão apresentada pelo investigado
O trabalho integrado das polícias levou à prisão preventiva de um tenente-coronel investigado pela morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana. O mandado foi cumprido nesta quarta-feira (18), em São José dos Campos, após avanço das investigações que descartaram a hipótese inicial de suicídio.
A decisão é resultado de uma força-tarefa envolvendo as Polícias Militar, Civil e Técnico-Científica, que, em cerca de 30 dias, reuniram provas técnicas e periciais consideradas decisivas para o caso.
Investigação aponta contradições e levanta suspeitas
Durante coletiva na Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o secretário Osvaldo Nico Gonçalves afirmou que foram identificadas inconsistências relevantes na versão apresentada pelo oficial.
Segundo ele, a conduta do investigado após o disparo e até o registro da ocorrência comprometeu a tese de que a vítima teria tirado a própria vida.
As apurações incluíram análise de depoimentos, celulares, imagens e laudos periciais, além da atuação conjunta do 8º Distrito Policial, da Corregedoria da PM, do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal.

Provas periciais foram determinantes
Os exames técnico-científicos indicaram a inviabilidade da hipótese de suicídio e apontaram indícios de alteração na cena do crime. Para as autoridades, o conjunto de provas foi essencial para embasar o pedido de prisão.
O superintendente Claudinei Salomão destacou que a coleta de vestígios forneceu elementos contundentes à investigação conduzida pela Polícia Civil.
Prisão foi decretada pela Justiça Militar
O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Justiça Militar e cumprido pela Corregedoria da Polícia Militar, com apoio da Polícia Civil. O oficial foi detido em sua residência e encaminhado à capital paulista.
Ele permanecerá à disposição da Justiça no Presídio Militar Romão Gomes.
Autoridades destacam rigor e imparcialidade
O comandante-geral da PM, José Augusto Coutinho, ressaltou que o caso demonstra a imparcialidade das instituições.
Já o delegado-geral Artur Dian afirmou que o prazo para a prisão foi o menor possível diante da complexidade da investigação.
As autoridades informaram que o inquérito segue em andamento para aprofundamento das diligências e conclusão dos procedimentos.

